Foto:  Pixabay A engenharia social é uma possibilidade pior e mais sutil que um fim do mundo estilo Mad Max
Foto: Pixabay Aposentadoria não é “férias eternas”. Os inimigos da realização humana usam o senso comum contra o povo.

Quem se aposenta mais cedo não é vagabundo. Quem se aposenta mais cedo é um empreendedor em potencial.

Entretanto, segundo o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, quem se aposenta mais cedo é vagabundo, apesar dele mesmo ter se aposentado perto dos 40 inclusive recebendo pensão como “perseguido” político.

Diferente de Fernando Henrique, ao aposentar-se mais cedo o trabalhador encontra a liberdade de investir na própria vida. Com o dinheiro da aposentadoria o trabalhador pode investir em seus próprios sonhos e realizações sem estar vinculado à dependência de um patrão específico. A aposentadoria é a chance mínima de realização humana.

Aposentadoria e problema social

Aposentar-se mais cedo não é um problema para a sociedade, pois a crise da previdência não existe de fato. O que existe é o mau uso do dinheiro da previdência. Caso o dinheiro da previdência seja investido em coisa que sejam lucrativas esse dinheiro aumentará.

Entretanto, nossos políticos preferem entregar o dinheiro da previdência para construir portos em Cuba e outros países comunistas que pouco ou nada ajudam ao Brasil.

Não pretendo entrar em dados matemáticos sobre a previdência, mas basta saber que a contribuição dos segurados é a parcela mínima que forma a previdência. Existem muitas outras verbas que formam a verba da previdência como os jogos de loteria e outras contribuições milionárias. Você pode ver um demonstrativo mais técnico neste link.

Aposentadoria e realização humana

Quero falar sobre a aposentadoria como realização humana e não como férias eternas. A ideia da aposentadoria como férias eternas é resultado de uma cultura do não trabalho e isso deve mudar, realmente, mas nunca sob penalização da contribuição por alguns motivos que tentarei argumentar nesse artigo.

A aposentadoria deve ser vista como o que realmente é, um recurso de emancipação do trabalhador em idade madura para que possa se dedicar de forma autônoma a outros tipos de trabalho que lhe tragam realização.

Por exemplo, um homem pode ter desejado a vida inteira ser artista, porém nunca teve a oportunidade de um sustento mínimo para investir em seu ideal de vida. Ao aposentar-se este sujeito poderá dedicar-se a atividade que lhe agrada, sendo ainda produtivo. Citei o exemplo do artista, por ser senso comum, mas isso vale para qualquer profissão.

Aposentadoria e empreendedorismo

A aposentadoria é a possibilidade do homem comum se tornar um empreendedor. Claro que o idoso merece descanso, mas se trabalharmos uma cultura de realização e não de cansaço teremos maior valorização do trabalho.

Eclesiastes 1.3 diz que o homem não tem proveito do seu trabalho caso não busque sua realização pessoal e perante Deus. A ideia de produzir apenas por produzir é inútil para a realização humana.

Na época da aposentadoria o homem está maduro, com experiência da vida e pode realizar melhores coisas com mais qualidade. Este homem está na condição de se tornar líder e não servo de outros homens que desvalorizarão sua capacidade.

Imagine a qualidade de trabalho realizada por um empreendedor aposentado que pode se dedicar a seus próprios projetos por realização pessoal e não somente para atender a demanda de produção de seu patrão. Seria o ideal, seria elevar a dignidade humana, especialmente a dignidade do idoso com toda a sua experiência de trabalho e vida.

Claro que isso implica em muito mais do que simplesmente fazer leis que cortem direitos, isso implica em preparar o “aposentando” para a aposentadoria. É importante que, antes de se aposentar, ou logo depois, o novo aposentado receba opções de formação empreendedora ou acadêmica para que se dedique a uma atividade que lhe agrade. Financiamentos para tal também seriam bem vindos, junto com uma educação financeira e empreendedora necessária.

Aposentado empreendedor uma vacina contra a incopentência

Um professor ou mesmo um licenciado, poderia dar aulas particulares ou montar um pequeno curso em sociedade. Outra possibilidade também é o uso acadêmico da sabedoria dos idosos, pois atualmente, a academia está cheia de jovens com miolo mole que estão preocupados apenas em cumprir seu projeto e ter um título inócuo para a sociedade. O que os jovens estão fazendo na academia, onde seria o lugar natural de idosos? Só essa medida diminuiria em muito a doutrinação ideológica nas universidades.

Se tivermos mais idosos empreendedores, mesmo que pequenos empreendedores, teremos melhor qualidade nas empresas brasileiras, especialmente entre microempreendedores que passarão a se guiar mais pela realização pessoal do que pela produção em massa. A qualidade do produto nacional nunca passará por pessoas preocupadas com vendas astronômicas, mas com pessoas focadas na qualidade de seu produto ou serviço.

Vencendo o preconceito contra os aposentados

Cabe ao povo não aceitar a pecha de vagabundo que a mídia e os políticos que administram mal o dinheiro da previdência querem atribuir ao aposentado. Devemos valorizar a aposentadoria como o que ela realmente é: um momento de autonomia para que se consiga um novo e pessoal empreendimento de vida.

O aposentado não é um fardo para a sociedade, mas a solução para um empreendedorismo nacional cheio de vícios e focado exclusivamente no lucro. O aposentado empreendedor será aquele que fará com que o lucro ande lado a lado com a realização pessoal. Afinal, quem se aposenta mais cedo não é vagabundo, mas sim um empreendedor em potencial latente.

Sobre Marco Teles 182 Artigos
Formado em Teologia e Pedagogia, pós-graduado em Ensino Religioso, Neurociência Pedagógica, Comunicação e Oratória. Praticamente um "coxinha fundamentalista". Educador Religioso da Igreja Batista em Icaraí, Terceira Igreja Batista em Trindade e Diretor do Ministério Infanto Juvenil na Primeira Igreja Batista de Niterói, não exatamente nesta ordem e tempo. Meu princípio básico é servir a Deus, mesmo de forma incompreensível ao homem mundano, pois não existe comunhão da luz com as trevas. Por isso mesmo continuo pregando o Evangelho, para trazer mais pessoas à comunhão com Deus.

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