A Bíblia é machista?

Mulher usando dreadlocks com floresta ao fundo
Foto: Pixabay

A Organização da Nações Unidas afirma que os homens oprimem as mulheres. Nessa intenção criaram o ONU Mulher que defende causas feministas por todo o mundo. A ONU impõe aos governos a sujeição à ideologia de gêneros partindo de uma oposição ao conceito bíblico de patriarcado.

Para as feministas os homens que não abandonam sua masculinidade são “opressores de mulheres”

e somente após o feminismo as mulheres passaram a ter direitos garantidos. Será que essa alegação é verdadeira? Especialmente no que concerne aos ataques às Escrituras feitos pela feministas da ONU, como responder às falsas acusações de “machismo” no texto bíblico?

“Machismo” é uma invenção do feminismo para criar oposição entre homens e mulheres.

O feminismo é uma invenção ideológica do marxismo que é uma ideologia anticristã com a finalidade de impor o socialismo pela destruição do conceito primordial de família baseado no patriarcado.

Para os marxistas a família é o maior problema social da história por gerar o sentimento de propriedade para proteção da prole. Baseados nesse argumento os marxistas visam destruir a família para alcançar um impossível paraíso socialista na terra. Tal ideologia muito se assemelha ao plano do anticristo.

O feminismo foi criado para gerar uma tensão entre homens e mulheres visando a destruição da família.

Atacar o padrão patriarcal judaico cristão é ponto de honra para os marxistas e feministas. Entretanto, tal ataque é sempre repleto de enganos e erros para iludir os incautos e leva-los à destruição de suas famílias para uma dominação mundial.

A Bíblia nos leva a buscar a liberdade a partir do padrão de família instituído por Deus. Neste artigo veremos que a alegação comuno-feminista não passa de estratégia enganosa para separar as pessoas das Escrituras provocando a apostasia necessária para a vinda do anticristo.

A mulher sempre foi valorizada nas Escrituras.

Desde a criação Deus colocou a mulher em igualdade com o homem. Ao dizer “façamos o homem a nossa imagem e semelhança” Deus também acrescenta “macho e fêmea os criou” e os colocou para dominar sobre a criação (Gênesis 1.26-28).

A desigualdade é resultado do pecado que limitou o homem e a mulher pela força física, e não somente pela força física, mas também pelas condições violentas dos tempos do passado. A violência é demonstrada pela força quando Lameque intimida suas esposas gabando-se de que matou dois homens por motivos fúteis (Gênesis 4.23). As feministas diriam que o problema aí o “machismo” quando na verdade é o pecado, pois Lameque matou dois homens devido à sua força e pecaminosidade. A ameaça às esposas seguiu apenas o resultado de sua pecaminosidade. Comparar atitudes de homens injustos com a ação dos justos é um artifício maligno do comunismo e do feminismo contra a família cristã.

Várias mulheres são citadas com honra na Bíblia,

dentre elas, Priscila, Lídia, Débora, Ester, Rute e outras mais, mas me aterei ao texto de 1 Crônicas para uma exposição mais centrada em um texto específico e muito mais palpável.

Os primeiros capítulos de 1 Crônicas são dedicados à genealogia do povo. As genealogias, por característica, se detém mais sobre as pessoas que realizaram mais feitos para o bem de um povo. Claro que o homem sendo mais forte num ambiente extremamente hostil teria mais chances de se destacar na liderança.

Nos povos pagãos em volta de Israel as mulheres eram valorizadas apenas como pertence, pois tais povos não tinham o temor de Deus. Quando as mulheres alcançavam alguma colocação social era devido à prostituição ligado aos cultos sexuais da fertilidade que eram abundantes no Oriente Médio à época.

Em Israel era diferente, a mulher possuía direitos, dos quais não me estenderei sobre eles, mas basta citar que uma mulher, mesmo escrava, uma vez esposada não poderia ser expulsa de casa de forma arbitrária. A instituição da carta de divórcio era uma proteção para a mulher instituído por Deus devido à dureza do coração de alguns homens. Por outro lado, temos homens como José, marido de Maria, que a recebeu mesmo grávida por confiar em Deus o que demonstra que o temor a Deus dava um status especial a mulher israelita entre todas as mulheres do mundo antigo.

Para provar a honra dada às mulheres, voltemos às genealogias,

pois não existe maior honra no mundo antigo do que ter seu nome em uma genealogia do povo. Em 1 Crônicas 7 é citado o nome de Seerá, filha de Efraim (v.24); Sera, filha de de Aser (v.30) e Suá, filha de Héber (v.32).

O versículo 40 do mesmo capítulo nos informa que nessa lista genealógica estavam pessoas notáveis e que exerciam liderança no meio do povo. Reconhecer a liderança de mulheres nesse contexto demonstra a valorização da mulher pelos seus feitos, mesmo que não fossem devidos à força física.

Apesar de uma leitura extensa da Bíblia mostrar muitos casos de valorização da mulher pelo povo de Deus, preferi eleger apenas esse exemplo, pois o registro genealógico é um reconhecimento de valor tão importante que derruba qualquer tipo de argumento que insinue, maldosamente, que “a mulher não tinha valor na Bíblia”.

Logo, o patriarcado bíblico sempre valorizou e protegeu a mulher.

A militância que condena o patriarcado cristão tem prejudicado a mulher em suas virtudes e exaltado apenas a sensualidade em prejuízo da família. Portanto, devemos voltar a valorizar a mulher conforme ensina o patriarcado bíblico.

Além disso, o patriarcado bíblico prima pela virtude, seja de homens ou de mulheres. Nos tempos bíblicos a vida era mais dura e por isso menos mulheres se destacavam, mas nos dias atuais a valorização da mulher em nossas igrejas deve ser uma constante, juntamente com a valorização do pai de família, pois os avanços conseguidos a partir da industrialização e da Reforma protestante diminuíram as barreiras físicas para exercício da virtude e, consequente, reconhecimento da virtude.

As mulheres cristãs notáveis por sua história de coragem, força e fidelidade no serviço a Deus devem ter suas histórias registradas para inspiração de novas gerações de meninas, pois o amor de Deus se mostra na vida de mulheres fiéis a Deus e à família.

Conclui-se, revisando, que a mulher merece reconhecimento de virtudes e proteção na igreja além de valorização de suas virtudes e narração para as gerações mais novas da história das irmãs valorosas de nossas igrejas para inspiração das novas gerações.

Sobre Marco Teles 182 Artigos
Formado em Teologia e Pedagogia, pós-graduado em Ensino Religioso, Neurociência Pedagógica, Comunicação e Oratória. Praticamente um "coxinha fundamentalista". Educador Religioso da Igreja Batista em Icaraí, Terceira Igreja Batista em Trindade e Diretor do Ministério Infanto Juvenil na Primeira Igreja Batista de Niterói, não exatamente nesta ordem e tempo. Meu princípio básico é servir a Deus, mesmo de forma incompreensível ao homem mundano, pois não existe comunhão da luz com as trevas. Por isso mesmo continuo pregando o Evangelho, para trazer mais pessoas à comunhão com Deus.

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