Sábado ou domingo? Qual devo guardar?

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Escreva uma carta para Deus nos seus momentos de dificuldades. O ato de escrever pode ser muito valioso e edificante. Foto: Pixabay

Uma das grandes preocupações de muitos crentes é guardar o dia do Senhor. Existem aqueles que são radicais quanto ao dia do Senhor, outros nem tanto.

Os cristãos evangélicos adotam o domingo como dia de adoração, mas alguns grupos pensam que é mais correto adotar o sábado.

A polêmica sobre o sábado

Dentre os sabatistas (guardadores do sábado), alguns se consideram superiores àqueles que guardam o domingo, por entenderem que “obedecem melhor o mandamento de Deus”.

Nesse texto pretendo desmistificar essa afirmação e tranquilizar aquele crente que vai à igreja ao domingo e fica incomodado com as afirmações dos sabatistas.

Em Gênesis 2.3 vemos que Deus santificou o sétimo dia, após seis dias de trabalho. Um dia santificado é aquele em que dedicamos nossa vida a cuidar das coisas de Deus. As obras mundanas devem diminuir até o mínimo possível para que possamos ter comunhão com Deus. Leia o versículo:

“E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera” (Gênesis 2.3).

Santificado significa separado. Quando separamos algum tempo nos dedicamos a ele. Se você for convidado para um casamento dedicar-se-á na preparação para o evento. As mulheres especialmente podem levar horas se preparando para um dia dedicado a participar de um casamento, especialmente se for a noiva.

Santificar o sétimo dia não implica em santificar exatamente o sábado. Afinal de contas o sétimo dia santificado é sétimo dia da criação e nada indica que nosso calendário esteja obedecendo ao sétimo dia da criação.

Podemos saber com certeza qual é o sétimo dia?

Por exemplo, a cada ano bissexto colocamos mais um dia no calendário para compensar a diferença de mais de 6 horas que fica sobrando a cada ano de órbita da terra em torno do sol. Até o calendário judaico inclui um ano de “acerto” entre os anos comuns para manter o calendário deles conforme o ano lunar.

Obviamente, Deus mandou guardar o sétimo dia, mas o sétimo dia não é um dia do calendário. Podemos confirmar isso também quando o sol parou para Josué na batalha contra os amorreus (Josué 10.12-15) e, ainda, quando o sol retornou 10 graus no relógio de Acabe (Isaias 38.8) para confirmar o milagre que Deus fizera na vida do rei Ezequias curando-o de uma doença mortal.

Ora se o sétimo dia é santificado e não sabemos qual é o sétimo dia exato da criação para guarda-lo com toda certeza, então como fazer? A resposta é simples, guardemos o dia convencionado pela sociedade ou por nossa igreja. A grande maioria das igrejas guarda o domingo.

Porque a igreja evangélica guarda o domingo?

A guarda do domingo surgiu como convenção, pois

  • Jesus ressuscitou no domingo
  • e os próprios apóstolos aproveitavam o domingo que era o dia de descanso dos pagãos para se reunirem na igreja fugindo, assim, da perseguição romana.
  • Pode-se dizer que Deus estava satisfeito com a guarda do domingo, pois não existe nenhuma repreensão quanto a isso no Novo Testamento.

Conclui-se, portanto, que guardar o sétimo dia não se identifica com um dia específico, mas com uma convenção definida de ser o sétimo dia após seis dias de trabalho. De nada adianta ficar discutindo se o sétimo dia começa na noite da sexta feira, no sábado ou se é domingo.

O que é importante é guardar o sétimo dia, pois o sétimo dia foi feito por causa dos homens e não por causa de Deus (veja a citação de Jesus abaixo), pois os homens precisam de descanso, mas Deus não se cansa pois é todo poderoso.

E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Marcos 2:27

Guarde seu domingo sem se preocupar com minucias que produzem mais um legalismo na igreja do que a verdadeira piedade. Que a Graça e a Paz de Jesus estejam com você.

Sobre Marco Teles 182 Artigos
Formado em Teologia e Pedagogia, pós-graduado em Ensino Religioso, Neurociência Pedagógica, Comunicação e Oratória. Praticamente um "coxinha fundamentalista". Educador Religioso da Igreja Batista em Icaraí, Terceira Igreja Batista em Trindade e Diretor do Ministério Infanto Juvenil na Primeira Igreja Batista de Niterói, não exatamente nesta ordem e tempo. Meu princípio básico é servir a Deus, mesmo de forma incompreensível ao homem mundano, pois não existe comunhão da luz com as trevas. Por isso mesmo continuo pregando o Evangelho, para trazer mais pessoas à comunhão com Deus.

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