Malafaia CORRIGE heresia de bispo católico

Mais uma vez católicos se opõem aos evangélicos.

É bem verdade que isso é normal, pois nós seguimos a Escritura, mas eles seguem a tradição. Portanto, não existe consenso.

O pastor Silas Malafaia respondeu ao bispo católico Dom Henrique Soares da Costa que alegou que a Bíblia não é a principal fonte da fé cristã. O padre Paulo Ricardo, desmereceu a interferência de Malafaia como desproporcional dizendo o bispo católico tinha sido muito amável.

Claro que Malafaia é conhecido por ser um indivíduo sanguíneo,

mas dizer que Dom Henrique foi amável é uma apelação, pois Dom Henrique repete diversas vezes ao se referir às doutrinas evangélicas “paciência”, ou seja, traduzindo para o popular, poderíamos entender o “paciência” como um “dane-se” para quem não concordou com ele. Como se pode observar, Dom Henrique usou de agressividade passiva para se referir de forma depreciativa aos evangélicos e ainda parecer bem amável.

Mesmo que Malafaia seja um tanto quanto

exagerado na expressão, Malafaia não é dissimulado. A agressividade passiva de Dom Henrique que o identifica depois como um “ser amável” é uma desonestidade retórica. Tal desonestidade já depõe contra o padre.

O padre Paulo Ricardo fez uma longa explanação ontem, no site dele, falando sobre a valorização da tradição acima da Bíblia pela igreja católica. Entretanto, Paulo Ricardo não tocou diretamente no assunto que gerou a polêmica, que foi a afirmação de Dom Henrique.

O bisco católico afirmou que só acredita na Bíblia

porque a igreja diz que ele deve acreditar. Malafaia rebateu dizendo que para crer na Bíblia ninguém precisa de autorização de igreja nenhuma. Ao que foi respondido que o filósofo Agostinho de Hipona, um dos pais pós apostólicos teria afirmado “creio na Bíblia porque a igreja católica diz que deve acreditar” no argumento contra Mani capítulo 5. Ora será que Agostinho disse isso? Se disse, porque o padre Paulo Ricardo não tocou no assunto?

A resposta é simples: o bispo católico cometeu um erro grosseiro de interpretação de texto, digno de nota zero no ENEM. O padre Paulo Ricardo, sendo inteligente, deve ter percebido o erro e preferiu “deixar de lado”.

O próprio Malafaia repete um ditado comum entre os evangélicos “texto sem contexto é pretexto para heresia”. O bispo católico tirou totalmente a afirmação de agostinho do contexto original gerando a maior confusão.

Quando Agostinho diz que crê nos Evangelhos porque a igreja católica lhe disse para crer ele está se referindo a quem pregou para ele. Agostinho fazia um contraste entre a doutrina dos Maniqueus e o cristianismo e, pasmem, Agostinho falava isso pedindo para que os maniqueus apresentassem base bíblica nos evangelhos para sua afirmação de que Maniqueu era “um apóstolo de Cristo”.

Agostinho dizia que os maniqueus criam no apostolado de Mani porque foram ensinados pelos seus líderes e ele, de igual modo, cria que Mani não era apóstolo pelo ensino geral da igreja cristã. Ou seja, em momento algum Agostinho disse que devemos crer na Bíblia pela autoridade do catolicismo, ao contrário, ele invoca o exame das Escrituras para verificar que Mani não foi apóstolo.

O grande erro de interpretação do bispo católico foi não conhecer uma coisa básica que são as figuras de linguagem fazendo interpretação literal e ensinando o que não existe na Bíblia e nem mesmo em Agostinho.

Portanto, Malafaia está certo. Os olavetes criaram vários memes debochando de Malafaia, mas esconderam quase todas as referências a essa citação de Agostinho. Tive certo trabalho para encontrá-la no Google, inclusive com traduções bem heterodoxas. Por exemplo, onde Agostinho diz “igreja católica” ou igreja geral, alguns sites católicos traduziam como “santa madre igreja” o que dificulta achar a citação. Talvez seja por isso que os católicos não gostam que memorizemos textos bíblicos, pois assim teremos respostas rápidas para as temeridades que cometem.

Enfim, Malafaia está certo, mas deve voltar a falar e desmascarar esse erro de interpretação do bisco católico, senão os olavetes analfabetos de Bíblia e de interpretação de texto vão continuar dizendo como moleques “Alááá! Ele se ferrou!!!”

Sobre Marco Teles 182 Artigos
Formado em Teologia e Pedagogia, pós-graduado em Ensino Religioso, Neurociência Pedagógica, Comunicação e Oratória. Praticamente um "coxinha fundamentalista". Educador Religioso da Igreja Batista em Icaraí, Terceira Igreja Batista em Trindade e Diretor do Ministério Infanto Juvenil na Primeira Igreja Batista de Niterói, não exatamente nesta ordem e tempo. Meu princípio básico é servir a Deus, mesmo de forma incompreensível ao homem mundano, pois não existe comunhão da luz com as trevas. Por isso mesmo continuo pregando o Evangelho, para trazer mais pessoas à comunhão com Deus.

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