Como criar um filho poliglota

É senso comum que o brasileiro fala mal outros idiomas, especialmente o inglês.

O que ninguém conta é o motivo desse falar mal, colocando a culpa na educação secular por pura conveniência, e não contam também como sair desse problema sem gastar muito dinheiro de tal forma que até os mais pobres possam realizar uma educação para idiomas do seu filho sem gastar fortunas com colégios de idiomas caríssimos.

Dou essa dica para você como pregador que deseja ver o bem das pessoas, pois se eu fosse profissional de educação, em atividade na área, provavelmente esconderia esse segredo para não comprometer o meu ganha pão. Mas, como pregadores visam a melhora das pessoas, vou ensinar para você como tornar seu filho poliglota sem ensinar idiomas para ele.

Temos dificuldade de falar outros idiomas, em minha opinião, devido ao caráter continental do Brasil,

onde se fala a mesma língua por milhares de quilômetros seguidos. A Europa, praticamente, cabe dentro do Brasil e isso nos dá uma pista.

Alguns países europeus são menores do que o estado do Sergipe ou outros de nossos menores estados. É muito comum que indivíduos de outros países transitem a trabalho ou a passeio pela Europa devido à proximidade dos espaços geográficos que falam idiomas diferentes.

Alguns países, já por padrão, possuem dois idiomas oficiais. O Canadá é um exemplo norte americano disso, mas isso também ocorre na Europa.

Sendo assim, é comum que crianças cresçam ouvindo outras línguas com pronúncias diferentes e fonemas estranhos ao seu idioma original. Observa-se uma grande diferença entre o Brasil em sua dimensão continental com um só idioma e a Europa.

Como, então, podem condenar o brasileiro por ter dificuldade na fluência em outros idiomas?

Essa condenação é suspeita de má intenção. Como se pode ver é um problema típico de nossa condição continental e do sucesso de Portugal em difundir seu idioma no Brasil.

Mas como resolver esse problema? Temos uma dificuldade que nos torna menos competitivos intelectual e economicamente e precisamos resolver isso. Não adianta resolver isso por ação do Estado. Temos que resolver isso no seio da família nuclear heterossexual judaico cristã.

Penso que encontrei uma solução para isso, afirmo baseado na educação de minha filha com resultados visíveis em longo prazo.

Alguns pais colocam os filhos em escolas de idiomas na primeira infância, aos dois ou três anos. Não sei se isso ajuda, mas cada um na sua e, se isso realmente ajuda, os pobres ou classe média baixa como eu, estão num mato sem cachorro.

Eu não queria ficar no mato sem cachorro com minha filha, então pus a cabeça para funcionar. Pesquisando descobri que todas as crianças nascem capazes de pronunciar qualquer fonema de qualquer língua falada na face da terra.

Isso é meio óbvio, mas o que não é óbvio é que nosso cérebro “descarta” o que não usa. “Descarta” não é o termo correto, mas serve de figura de linguagem. Até os três anos é formada toda a base moral e intelectual da criança. Se a criança tiver uma boa formação nesse período ela carregará isso por toda a vida, isso segundo algumas teorias.

Com base nessas teorias, bem válidas por sinal, os esquerdistas querem colocar as crianças na escola antes dos 3 anos, para formar a mentalidade infantil. Mas, esquecendo esquerdistas, o que nos interessa é que seu filho precisa fazer sinapses de conhecimentos básicos para resgatá-los no futuro e um desses conhecimentos é a capacidade de falar idiomas.

Após os três anos a criança, por falta de uso, enfraquece sua capacidade de pronunciar outros idiomas e fortalece sua capacidade na língua paterna. Sendo assim, seus pais e familiares passam a ser sua principal influência. Se a família fala somente português a habilidade da criança irá somente para o português. Parece algo fatal, mas graças a Deus não é mais assim.

Desde a década de 60 em diante temos acesso a outras mídias audiovisuais,

tendo tal acesso se intensificado nas últimas décadas. Nem me refiro ao rádio e a televisão, mas refiro-me a Long Plays, Fitas Cassete, Fitas de Vídeo, CD, DVD e outros afim que foram surgindo.

Quanto eu era criança existia somente o LP e as vitrolas não ajudavam muito na manipulação pelas crianças. Quando minha filha nasceu já existia a fita de vídeo cassete. Isso foi o pulo do gato.

A internet estava engatinhando no Brasil, mas você podia alugar fitas cassete e assistir. No início a maioria era legendada, depois foram surgindo as dubladas. Conforme surgiam as dublagens as legendadas ficavam na estante da locadora e seu preço de aluguel diminuía.

Tendo em mente a formação para idiomas comecei a alugar vídeo cassete em português no dia do pagamento e, no meio do mês, alugava fitas em outros idiomas para minha filha. Isso foi uma constante até seus 7 anos quando ela recebeu permissão para ir sozinha à locadora e alugar como minha dependente.

Veja que eu passei do período de apenas 3 anos de contato com outros idiomas, portanto, foi um processo natural.

E nem mesmo precisei sair do país para que minha filha tivesse essa oportunidade. Nem mesmo precisei gastar mais dinheiro do que gastava qualquer assalariado, pois minha renda, na época, regulava ao salário mínimo.

Resumindo, veio o DVD e eu comprava vídeos com mais de um idioma e minha filha assistia, por conta própria, os filmes em outros idiomas além do português, pois aquilo era natural para ela.

Hoje a “baixinha” consegue aprender idiomas com facilidade incrível, pois as sinapses criadas em sua primeira infância permanecem até hoje sendo reforçadas periodicamente.

Ou seja, a solução para seu filho ser poliglota não está em coloca-lo em cursos de idiomas, mas incentivar o uso de outros idiomas na diversão. A dublagem de filmes é uma bênção e uma maldição ao mesmo tempo se for usada como única fonte de percepção sonora da história.

Histórias também são fáceis de memorizar e os fonemas vinculados a histórias sempre serão lembrados pelas crianças até a maioridade.

Já observou como a mídia brasileira sabota nossas crianças?

É gíria para todo lado, conteúdo sempre dublado, baixa qualidade nas produções para diversão especialmente na música e teledramaturgia.

Faça seu filho sair desse círculo vicioso que só ensina gírias e empobrece o raciocínio de seu filho, aproveite as possibilidades que temos hoje de reprodutores de vídeo e áudio bem como a internet para tornar seu filho capaz para aprendizado rápido de idiomas e, com isso, abrir seu mundo para novos conhecimentos de todo tipo que estão disponíveis para quem domina os idiomas onde a produção científica, ou teológica, é muito mais elaborada que no idioma português.

Tenta que vale a pena. Deus o abençoe.

Sobre Marco Teles 182 Artigos
Formado em Teologia e Pedagogia, pós-graduado em Ensino Religioso, Neurociência Pedagógica, Comunicação e Oratória. Praticamente um "coxinha fundamentalista". Educador Religioso da Igreja Batista em Icaraí, Terceira Igreja Batista em Trindade e Diretor do Ministério Infanto Juvenil na Primeira Igreja Batista de Niterói, não exatamente nesta ordem e tempo. Meu princípio básico é servir a Deus, mesmo de forma incompreensível ao homem mundano, pois não existe comunhão da luz com as trevas. Por isso mesmo continuo pregando o Evangelho, para trazer mais pessoas à comunhão com Deus.

2 Comentários em Como criar um filho poliglota

  1. Marcos ,graça e paz
    Preciso de uma ajuda sua, como aplicar temas relacionados a família , há uma classe de mocidade , como aplicar lições destinadas a adultos”casal”, a uma classe de jovens

    Ficaria muito grato , com seu retorno e ajuda, sou leitor do blog e estou inscrito no seu canal.

    Abç

    Rafael

    • Olá Rafael, Graça e Paz.
      Lições para casal não são adequadas para jovens solteiros, pois eles não compreendem a complexidade do casamento. O casamento só pode ser entendido no convívio conjugal. Nossa sociedade tem uma cultura muito romântica quanto ao casamento. O romantismo acaba gerando expectativas ilusórias, especialmente nas moças, ou gerando uma noção de vida sem maiores compromissos, entre os rapazes.
      Aconselho que você trabalhe, especialmente, o confronto entre a ilusão do romantismo e a realidade do amor gerado no convívio conjugal. Essa parece ser a melhor abordagem para os jovens solteiros.
      Desculpe a demora em responder, mas tenho andado ocupado, porém, para a Glória de Deus.
      Que o Senhor te abençoe.

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