Nascimento ou concepção virginal de Cristo?

O profeta Isaías previu a concepção virginal de Jesus. Concepção virginal é diferente de nascimento virginal. Vamos falar um pouco sobre isso. Primeiro vejamos o que nos disse Isaías:

“Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel”. Isaías 7.14

A concepção virginal significa que a mãe da criança era virgem quando a concebeu, ou seja, quando o feto se formou ventre sem introdução de espermatozoide.

Alguns poderiam dizer que existem gravidezes sem penetração atualmente, pois os assanhamentos do namoro podem levar a contato com o espermatozoide sem o coito em si. Esse não foi o caso de Maria e José, haja visto que José era homem justo e que engravidar uma moça e abandoná-la não era bem visto ao povo judeu. Sem contar a própria vigilância social para a preservação para o casamento que era praticamente impossível de ser burlada pelo seu alcance generalizado. Claro que estes são argumentos para os incrédulos, mas nada é suficiente para os incrédulos.

Na verdade Maria gerou a Jesus em seu ventre pela ação do Espírito Santo que, pelo que se pode deduzir, provocou o desenvolvimento de um óvulo apenas pelo seu poder divino criador. Maria concebeu de forma virginal, ou seja, sem nenhuma intervenção de homem.

Essa afirmação é fundamental para o cristianismo, mas existe uma afirmação que não é fundamental e que engana muitas pessoas.

A afirmação de um nascimento virginal é estranha às escrituras e contraditória. Podemos até afirmar que Jesus tinha outros irmãos conforme nos mostram as Escrituras (Mateus 12.46; Lucas 8.19; Marcos 3.31), mas os católicos contradizem isso pois acreditam no nascimento virginal. Católicos dizem que os irmãos de Jesus seriam seus primos, pois para eles, Maria seria eternamente virgem.

Precisamos definir esse “nascimento virginal”.

Vimos que a concepção virginal se deu por obra do Espírito Santo, entretanto, a virgindade se caracteriza pelo não rompimento da madre pela passagem de um corpo. Ao nascer, o bebê Jesus rompeu a madre, logo, encerrando a virgindade de Maria. Por uma análise meramente lógica podemos ver que o nascimento de Jesus não foi virginal, afinal, não foi por cesariana.

Mas os olavetes e carolas de plantão poderiam dizer que isso é uma desonra para com Maria. Outro erro.

Para uma mulher na antiguidade a maior honra era ser mãe, ter poucos filhos era considerado desonra perante a sociedade. Logo, quando evangélicos dizem, logicamente que Maria não foi para sempre virgem, reconhecem a honra de Maria perante a sociedade em que vivia e não mutilam as Escrituras com doutrinas estranhas agregadas posteriormente.

A mariolatria, o culto a Maria, viola a própria vontade de Maria que jamais desejaria ser venerada ou adorada por quem quer que seja. Na verdade, tal culto só foi reconhecido pelo catolicismo no século passado como um prática já consolidada entre os católicos, ou seja, um mero costume idólatra. Tal costume originou-se de um sincretismo entre os cultos pagãos às deusas da fertilidade que foram proibidos, mas continuaram sendo praticados sob a aparência de culto a Maria.

Assim como os escravos no Brasil império usaram nomes de santos para seus orixás, também os pagãos da Europa fizeram o mesmo com o culto das deusas da fertilidade transferindo-os para a figura de Maria.

Mas porque a igreja católica permitiu tal coisa? Muito simples. A igreja católica é uma igreja estatal e, devido a isso, deve atender às demandas dos Estados. Muitos cidadãos, na transição do paganismo para o cristianismo católico romano oficial, mantiveram sua prática e não podiam ser simplesmente descartados, pois o culto das deusas da fertilidade eram muito difundidos. Imaginando que tal culto sincretizado com a figura de Maria levasse os pagãos a abandonar as práticas pagãs em um processo sem dor, os católicos toleraram tal prática para não exigir dos Estados uma obrigação tão grande que não poderiam cumprir. Este é um dos grande problemas de uma igreja estatal, a heresia caminha junto com a bajulação diplomática entre igreja e nobreza.

O que significa tudo isso? Significa que os evangélicos seguem a Bíblia adequadamente e que respeitam Maria como ela deve ser respeitada. Maria não assumiu lugar de deusas da fertilidade entre evangélicos, mas continua sendo respeitada como uma serva de Deus dedicada que realizou uma grande obra para o Senhor.

Portanto, quando você ouvir falar o termo “nascimento virginal de Cristo” saiba que ele é absurdo, mas saiba também que a concepção virginal de Cristo é fato biblicamente comprovado.

Sobre Marco Teles 182 Artigos
Formado em Teologia e Pedagogia, pós-graduado em Ensino Religioso, Neurociência Pedagógica, Comunicação e Oratória. Praticamente um "coxinha fundamentalista". Educador Religioso da Igreja Batista em Icaraí, Terceira Igreja Batista em Trindade e Diretor do Ministério Infanto Juvenil na Primeira Igreja Batista de Niterói, não exatamente nesta ordem e tempo. Meu princípio básico é servir a Deus, mesmo de forma incompreensível ao homem mundano, pois não existe comunhão da luz com as trevas. Por isso mesmo continuo pregando o Evangelho, para trazer mais pessoas à comunhão com Deus.

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