Neurolinguística para pastores – apostasia

Foto de Bíblia sob foco de luz
A Bíblia Sagrada nos ilumina com a Palavra de Deus. Foto: Pixabay

Programação Neurolinguística e Oratória

É estranho que cursos de oratória dediquem mais tempo a PNL do que às obras clássicas da oratória. Afinal, a PNL é algo que não tem a ver com a oratória em si, mas com um princípio sofista de utilitarismo da retórica.

A PNL é retórica e não oratória. A diferença entre retórica e oratória está exatamente em que a retórica é apenas técnica de comunicação excelente ao passo que a oratória é a aplicação da retórica aliada à virtude.

Programação Neurolinguística e retórica sofistica

Sendo a oratória, necessariamente, aliada a virtude, esta não é utilitarista. A PNL é essencialmente utilitarista. O objetivo da PNL é mudar as crenças das pessoas para que se modelem a um padrão que seja útil.

A utilidade da PNL está sempre em superar capacidades imitando, ou modelando, o comportamento das pessoas de sucesso mais capazes. Este é exatamente o ponto de vista sofistico da retórica.

Sob este ponto de vista vale a pena pensar se a PNL é adequada aos púlpitos cristãos. Ou se a oratória seria mais adequada. Sendo que a oratória visa a virtude e o sermão cristãos clama por virtude, devemos adotar a oratória e não a retórica, muito menos a PNL.

Apostasia entre pregadores

Entretanto, vemos cada dia, um maior número de pregadores utilizando a retórica sofistica da PNL para alcançar sucesso em suas pregações. Isso é perigoso, pois se abandona a virtude para se aderir ao utilitarismo da pregação.

Antes que alguém acostumado com o termo homilética estranhe o fato de eu usar o termo “oratória”, esclareço que homilética é um tipo de oratória específica para o sermão. A homilética é especialmente a oratória do sermão cristão.

Portanto, uso o termo “oratória”, que é mais abrangente para conduzir o raciocínio do mais geral ao particular. Vou a partir de agora referir-me à oratória que visa a Salvação e à virtude cristã como homilética, pois é mais apropriado.

Programando as crenças do povo

PNL significa “programação neolinguística”, ou seja, é feita uma analogia direta com a programação de computadores onde o fiel é como uma máquina cujos pensamentos e fé podem ser programados a gosto do pregador.

Será que é isso que Deus quer de nós? Que nossa fé seja programada como um algoritmo de computador para que alcancemos eficiência num passe da mágica? Não. Deus deseja que desenvolvamos a nossa fé através da comunhão com Deus genuína, incluindo aí as dificuldades e ineficiências inerentes ao exercício da fé.

Várias denominações têm programado comportamentos em seus membros. Alguns pensam que tais comportamentos programados são milagres, quando na verdade, são apenas uma técnica mundana aplicada no púlpito.

As igrejas que usam deste artifício abandonam as Escrituras para dedicar-se à “excelência humana” assim como preconiza a PNL. Assim vemos a apostasia se alastrando pelas igrejas que abandonam a sã doutrina pelo que é mais eficiente.

A necessidade de um retorno às Escrituras

Precisamos voltar ao gosto pelo exercício escriturístico da fé que é um exercício que muda a essência da pessoa fortalecendo sua fé, sua crença. A PNL é uma ameaça no púlpito pois visa reduzir o exercício da fé e da crença pela mudança de crenças que consideram limitantes.

Em próximo artigo escreverei sobre a importância de viver a fé genuína, com todas as suas tribulações e sobre como a PNL nos leva a fugir da verdadeira crença em Deus por medo das tribulações.

Por hora, fica a pergunta: será que sua igreja prega a verdadeira palavra de Deus ou prega a PNL? Comece a observar quanto de bíblia é tratado nos cultos. O ensino bíblico não é falar muitas coisas sobre a Bíblia, mas é falar da Bíblia. Se o seu pastor fala muitas coisas sobre a Bíblia, mas fala pouco DA Bíblia, é bom ficar atento.

Sobre Marco Teles 182 Artigos
Formado em Teologia e Pedagogia, pós-graduado em Ensino Religioso, Neurociência Pedagógica, Comunicação e Oratória. Praticamente um "coxinha fundamentalista". Educador Religioso da Igreja Batista em Icaraí, Terceira Igreja Batista em Trindade e Diretor do Ministério Infanto Juvenil na Primeira Igreja Batista de Niterói, não exatamente nesta ordem e tempo. Meu princípio básico é servir a Deus, mesmo de forma incompreensível ao homem mundano, pois não existe comunhão da luz com as trevas. Por isso mesmo continuo pregando o Evangelho, para trazer mais pessoas à comunhão com Deus.

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